Cursista
Sandra Tomazela - Cordeirópolis SP
Minhas experiências com relação à leitura
iniciaram nas séries finais do Ensino Fundamental. Recordo-me da professora de
Português que incentivava muito a leitura de livros da coleção vaga-lume, o que
também fiz nos dois primeiros anos enquanto professora. Não tínhamos livros
disponíveis na escola como os alunos têm hoje, nossos pais tinham que comprar
todos os livros indicados pelos professores (novos ou usados) e algumas vezes
conseguíamos retirar na Biblioteca municipal (não tinha número suficiente).
Dentre esses livros, um que marcou foi “A ilha perdida”, viajei naquele mundo.
Era maravilhoso! ...e o cheiro de livro novo?! Incomparável! Aprendíamos e
desenvolvíamos a leitura, produção, oralidade, desenvoltura, espírito crítico e
de grupo. Gostava tanto que comecei a participar das comemorações cívicas que
tinha na escola, lia poesias... uhhh Drummond, quando o conheci me
apaixonei...sou apaixonada até hoje por seu trabalho e pela poesia e talvez por
isso escrevo até hoje...e enfatizo todas essas experiências com os alunos. Tudo
fez mudar o meu jeito de ser, pois era muito tímida. Foi um período marcante em
minha vida, pois tudo que aprendi me levou a ser uma professora de Português, a
partir do exemplo de professora que tive, com a sua competência em construir
leitores competentes.
Todos que tiveram uma boa professora
conheceram todas essas histórias.....e posso dizer que tive ótimos professores
também no ensino médio e no Superior....em minha casa não tem mais lugares para
guardar livros....e minha ficha na biblioteca é uma das maiores....Sherlock
Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado
pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle1.
Holmes é um investigador do final do século XIX e
início do século XX que aparece pela primeira vez no romance Um estudo em Vermelho editado e publicado
originalmente pela revista Beeton's Christmas Annual, em Novembro de 1887.2 Sherlock
Holmes ficou famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Sherlock_Holmes)
outra paixão de minha vida, entre outros: Agatha Christie,Jane
Austen,Oscar Wilde,Lord Byron....
Cursista
SANDRA APARECIDA BURCKARTE ARIOZO
Muitos
acontecimentos marcaram a minha infância. Primogênita de cinco filhos,
órfã de pai aos nove anos, e muitas dificuldades financeiras. Quantas
lembranças de momentos difíceis como o início de um ano letivo...Lista de material
para comprar para os cinco filhos e com que dinheiro? Lembro-me de
certa vez que a professora solicitou que comprássemos um dicionário. Ah,
como eu queria um dicionário! Minha mãe não poderia comprá-lo, chorei muito e
minha querida avó Ana, sabendo do meu desejo, pobrezinha que era, comprou o
dicionário e me presenteou. Foi aí que tudo começou...Lembro-me do “cheiro” do
belíssimo exemplar que ganhei. Lia as palavras e seus sinônimos e me deliciava
com a “grandeza” daquele livro. Passei a frequentar a biblioteca da minha
escola semanalmente, nunca lia apenas o livro solicitado pela professora mas a
coleção toda, como a de José Mauro de Vasconcelos autor de Meu pé de laranja
lima. Coleção Vagalume da Ática,entre outras. Lembro-me da minha 1ª série do “Colegial”,
quando minha professora citou o livro “Os Sertões” de Euclides da Cunha e no
mesmo dia fui a biblioteca retirá-lo. Ainda continuo lendo, leio e esqueço de
tudo. Para mim é como uma fuga, uma “escapadela da realidade”.
Revendo
trechos do livro "As Meninas" de Lygia Fagundes Telles, me lembrei da
primeira vez que li este livro maravilhoso. Os dramas de três jovens em um
pensionato de freiras, seus conflitos, seus dilemas e suas vivências me
fizeram refletir, sobre o ser humano...ser jovem...O livro é de 1973, os
conflitos das personagens são os mesmos dos nossos jovens em
2013. Quem leu, releia e quem não leu, saibam que vale a pena.
Cursista
Rosimeire dos Santos Alesina
Minha
experiência com a leitura e escrita, se deu desde muito cedo (na infância),
como sou uma das caçulas, lembro-me de meus irmãos trazendo livrinhos com
historinhas, algumas me lembro até hoje com 45 anos e às vezes conto para meus
alunos e para a minha filha. Tanto meu pai quanto minha mãe não tinham muito
estudo, minha mãe mal sabe escrever até hoje, mas isso não foi um problema,
pois meu pai tinha muita imaginação e disposição para histórias. Eu gostava
muito de escrever, nas brincadeiras eu sempre era a professora.
Sempre
gostei de frequentar bibliotecas e de comprar livros, particularmente,
considero que as leituras que fiz contribuíram grandemente para minha formação
como ser humano, inevitavelmente somos influenciados pela leitura e pelas
escolhas que fazemos em relação a isso. Adquiri certa agilidade em relação à
leitura e consequentemente em relação à escrita. O que faz da leitura uma
experiência é entrar na corrente em que a leitura é partilhada e, tanto quem lê
quanto quem propiciou a leitura ao escrever, aprendem e crescem.
Foi
no decorrer dos anos ao adquirir mais experiências com os diversos gêneros da
leitura e da escrita que percebi que a prática da leitura corresponde à
capacidade de entender, compreender e interpretar aquilo que eu estava lendo.
Nos dias de hoje, com a grande acessibilidade a tecnologia, é necessários usar
as ferramentas que incentivem o gosto pela leitura, principalmente nossos
alunos, por temas que façam a diferença, fazendo das letras uma arma no intuito
de formar verdadeiros cidadãos. Para mim a leitura sempre foi algo
satisfatório e prazeroso.
A
partir dessa sede de leitura pude refletir o meu relacionamento com cada texto,
pude adquirir um conhecimento prévio e critico sobre o que eu lia.
Nos
dias de hoje, com a grande acessibilidade à tecnologia, é necessário usar as
ferramentas que incentivem o gosto pela leitura, por temas que façam a
diferença, no intuito de formar verdadeiros cidadãos.
Hoje, no
mundo que vivemos, às vezes, fica muito difícil a concorrência com a tecnologia
influenciando nossos alunos, eles estão antenados nas redes sociais como
Facebook, Instagran, etc, mudou muito nosso conceito, precisamos entrar no
mundo deles para que possam adquirir hábitos de leitura.
Cursista
Roseli
Garcia – Limeira
Olá pessoal,
minhas experiências e paixão pela leitura chegaram um pouquinho tarde, na
adolescência. Não me recordo de práticas leitoras significativas em meu período
de primário (assim chamado em minha época rsrsrs...
Meus queridos
pais, com ensino fundamental incompleto, não valorizavam tanto a leitura como
eu a valorizo hoje com relação a meus filhos, mas, foi com minha professora
Cidinha na 7ª série que iniciei minha trajetória leitora...Coleção Vagalume!
Todos. Alguém se lembra das revistas fotonovelas, dos romances Bianca, Sabrina
e Júlia? Li Todos!! Um dos livros que me apaixonei foi Anel de Noivado, um
romance apaixonante que conta uma trama envolvente sobre amor, riqueza,
traição, suicídio, guerra, nazismo, violência, estupros, torturas, destruição,
fugas, separação, luta pela vida, perdas, tristeza e um anel. É um livro de
fácil leitura, envolvente, cativante me emocionou com todos os personagens, com
o romance, fiquei indignada como sempre com esta fase da história e todas as
atrocidades cometidas.
Também
considero riquíssimos para minha formação, os relatos que ouvia de meus tios,
avós, amigos quando íamos passear em suas casas. Moravam em sítios e me
deliciava com tudo o que ouvia nas rodas de conversa. Claro que histórias de
assombração não faltavam, e como isso mexia com minha imaginação! Muito bom
relembrar esse tempo.
Abraços a
todos!
Cursista
Sílvia Helena
De uma maneira ou de outra
sempre estive envolvida com a escrita... Meu irmão era 4 anos mais velho que eu
e, enquanto eu estudava na 1ª série, ele já estudava na 5ª. Então, além dos
livros didáticos e das cartilhas que tínhamos, ele ainda tinha os paradidáticos
que as professores solicitavam a leitura, os quais meu pai fazia questão
de comprar. E eu, adorava ver aqueles livros de história, como ele os chamava,
mas como eu era a pequena, só a pequena, e não sabia ler ainda, ele não deixava
nem chegar perto... rs Mas, assim que comecei a aprender a ler, minha mãe
quando ia fazer um bolo, uma torta salgada ou outra coisa qualquer, me
chamava para ler a receita ... E eu adorava ler para minha mãe... Já que
não podia ler Iá Iá Garcia, lia as receitas para a Dona Rô! E era muito bom...
melhor ainda hoje, lembrar disso e poder compartilhar com vocês.
Nenhum comentário:
Postar um comentário